segunda-feira, 31 de agosto de 2009

23h59 - 31/09/09

quem fez

esse agosto?

puta mês

cheio

de piada de mal gosto.

pode me chamar de ingrato

mas te rebato, como um ateu.

você foi muito chato

muito mais do que eu.



thiagomonteiro









inverno com chuva..

em brasília.

você foi um mês de estranhas sutilezas

que só me deixou uma certeza.

tem coisas que morrem em agosto.

muito mais do que minhas férias do meio do ano

e aqueles pobres desenganos dos meus 18 anos..


olhe no meu rosto.

e me diga, agosto.

que mal que eu te fiz,

pra você não me fazer feliz?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Diálogos poéticos

Maurício :

"Diga, meu amigo"

"A : Thiago, mas que sina
B : me diga qual é essa
A : fixação sua com a rima?

A : alternadas, interpoladas
A : muito bem metrificadas

B : mas versos livres e brancos
B : que não poderiam ser mais francos

A : Diga, meu amigo, se é estetica
B : se é pretensão
C : se é vicío
C : ou indício
B : de predileção
A : por trás da métrica."


Thiago :

" Réplica"

"A : Digo-te amigo
B : te respondo de bate-pronto
A : esse mania nasceu comigo
B : e vem à tona quando eu me confronto


C : comecei de baixo
D : espero chegar lá em cima
C : mas eis o que eu acho
D : se é bonito melhora quando rima

E: mas também te digo, maurício
F: usufruindo meu direito de resposta
E: o poeta não sabe se é vício
F: ou se faz porque gosta "





brincadeiras à parte
com bebedeiras em festa
descobri por aqui
que muito mais que pequi
goiânia também exporta poetas.


maurício
e thiago
dupla
de poetas
beira-lago.


JÁ que brasília não tem mar
não tem problema nenhum
a gente só amar...


e é encontrando poetas disfarçacados no mundo
nessas empreitadas solitárias
que continuo me permitindo ir a fundo
e escrever minhas poesias diárias;


thiagomonteiro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Doing the laundry

every saturday night
i can reach the sky
BUT
always when i try
i've just gone so high
that i don't know
what is wrong
what is right

loves losses
expectations
it's always the same
but pay attention
humans are not
a game.
when you treat
them like it would
you can bring them
only pain.
or change their mood
and again
and again

limites são o mesmo em qualquer língua
só depende do referencial
de cada qual
e se esses aí
estão dispostos
a fazer o mal.

thiagomonteiro

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

canção do amor demais

amar demais
é um desafio
para poucos e loucos
anos à fio
eu trocando
beijos e socos

amar demais
é ter certeza
que virá a dor
mas a maior tristeza
do espinho
é machucar a flor

amar demais é
(amiúde)
ser sofredor
na saùde
na doenca
muito mais
do que se pensa
seja como for.

amar demais
é uma arte
que ainda vai
me causar
um infarte
amar demais
é um jogo
sem vitória
nem empate
amar demais
não funciona
nem aqui
nem em marte.

amar demais é
eh uma derrota
mas eu prefiro
ser perdedor
de que me valem
todas as vitórias
se eu não tiver
um amor?




thiagomonteiro

pordosol

segredos que
ninguém conta
que abalariam
sua certeza
garçom por favor
traz a conta e
mais uma cerveja.


thiago monteiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

mal-passado. ou ao ponto?

envelhecer me tem sido

um grande problema

passado, passado querido

embora você não volte

faça-me o favor

e de uma vez por todas

me solte...

solte essa mão

que ela não te pertence

viver não foi em vão

mas a vida é no presente..

e pensar no passado toda hora

me deixa como cego no escuro

me esqueço de fazer o agora

e de construir meu futuro..

sim , sim, passado, vá embora.

não sei como ainda te aturo..

desculpe te dizer.

o viver é leve,

o recordar que é duro..






thiagomonteiro

Bôetizando..

Deixe seus "pés atrás"
aonde eles tiveram origem
medo; receio
e outras coisas mais.
não me causam mais vertigem.


thiagomonteiro

" eu posso explicar "

não é isso que você tá pensando...


desculpa te abandonar blog.
tão indefeso e incapaz
enquanto o mundo se explode
é aqui que eu fico em paz...

faço de ti meu abrigo.
minha morada.
aonde eu não corro perigo
não tenho medo de nada.
só abro-me contigo
e com minha namorada.

não te deixo mais só..
não serei mais omisso
minhas ilusões viram pó
mas blog é compromisso.
escrevo sem ter dó.
e ninguém tem nada com isso..


thiagomonteiro

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Escreve raul

Quem sou eu
ainda não estou certo.
mas me identifico
com aquele inseto..
O mosquito do zumbido
que a noite vem
cochichar no seu ouvido



TM!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dig dig.

A amizade é um

bem

sem preço.

onde

nem todo erro

se compensa

com um acerto.

Ex amigo não existe.

mas dependendo do

vendaval.

nem toda amizade resiste.

ventos , segredos,

e medos, em um só sinal

conto meus amigos

na ponta dos dedos.

isso pode me fazer mal

mas sou assim desde cedo

e vou assim até o final.






thiagomonteiro

domingo, 2 de agosto de 2009

Verdades

Coração
Coração solitário
no peito agora
só sente
o aperto do cigarro

e isso me preocupa
mas eu não vou
fazer alarde
porque pra
colocar a culpa
já está muito tarde
a dor já não machuca
a ferida já não arde
mas me escuta,
escuta essa verdade
a única e última
que tenho a dar-te:


a incapacidade de chorar
é a mágoa de viver
porque tudo que faz amar
também faz sofrer.



thiagomonteiro.

sábado, 1 de agosto de 2009

Então...

Essa aperto no peito, uma dor de amor que é dificil de passar, mas quando passa, me deixa livre de você. Que eu consigo até ficar feliz por sua felicidade, sorrir seu riso - pasmen - sentir-me bem.
Eu deveria ser canonizado, mas se bem que se sentir bem sem a pessoa que se quer do lado é pecado. Pelo menos na minha igreja, pelo menos pra mim. Pelo menos quando eu não estou acomodado. Fique, curta, seja feliz, eu acredito nisso, sem compromisso, se é o que me diz.
Mas meu amor é como meu sofrimento, ama calado, à espreita, na surdina, discreto, tenro e simpático; assim, prolongo a vida e evito enfartos. Minhas juras são comedidas, meus atos são moderados. É o que o momento permite de mim, optei por ser vítima das circunstâncias, porque não consigo ser herói do nosso amor. Não por agora.

Agora, apenas agora. Por enquanto,enquanto você foi embora, agora, só agora, enquanto você tá lá fora. Considero um recreio, onde beijamos alheios, à sangue frio, e cada cheio, se torna vazio.Mas uma hora o sinal toca, o gongo ressoa, e a gente se toca e voltamos às boas.
Porque agora o que mais podemos dizer pro outro? Se não explicações e acusacões, justificativas e falta de iniciativa. Depois disso tudo, o que sobra é um então sonolento, com cara-de-quero-ir-pra-cama (sem você), pois então:

Aqui me despeço, junto as peças de tudo que aquilo que fomos nós.
Recomeço, pois é um desperdício de amor ficarmos sós.



Thiago Monteiro



incursões na prosa
e a sensação
de quem reprova.