domingo, 30 de maio de 2010

wraaw

o peso das
primaveras sobre
as costas,
vai o sabor
de tudo aquilo
que era,
fica a saudade
de tudo aquilo
que não volta.
o mundo acelera.
e meu freio solta.
nesse mundo de
feras que é a vida
eu sou uma fera
ferida,
quase morta.

e quem se importa?

tm

domingo, 23 de maio de 2010

Ao procon.

Sou uma doce ilusão,
um ledo engano,
um mal feito,
para parecer
aqueles que o são,
que eu amo e
machucaram meu peito.
quero ser reles,
como eles.
que se revelem
esses seres,
pra cair a
máscara e
a verdade vir à tona.
aquele
que na primeira oportunidade
te abandona.
pra separar o irmão
do inimigo,
o joio do trigo.
é um fato
célebre
que me revolta:
comprei gato
por lebre
e não recebi
meu dinheiro de volta.

TM

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pathos aqui, pathos acolá.

se não fosse cômico seria trágico,
chega a ser irônico de tão lógico,
como se fosse um mágico,
meu amor platônico virou patológico,
que chato.


tm

caligrafia

Deus escreve certo
por linhas tortas,
eu que sou esperto
ando abrindo
minhas portas:
escrevendo errado
por linhas retas,
fingindo ser
poeta ou
alguém que se
importa.
minha meta:
a poesia,
viva ou morta.

tm

segunda-feira, 17 de maio de 2010

1x 0 pra vocês.

uma vez que sou passado
para trás.
como saberei que você
não o fará mais?
o dom do perdão não é para
todos,
e sim para os mais bobos.
não somos mais crianças,
e você agindo como uma,
me fez perder a confiança,
agora suma.
me isolar não me parece
uma besteira,
por mais que me doa.
depois que a vida me deu
uma rasteira,
eu perdi minha fé nas pessoas.
ando à espera de
dias mais quentes,
ando procurando minha paz.
e quanto mais eu conheço
essa gente,
mais eu gosto dos animais.


tm

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quanto é o programa?

a sorte é uma mulher da noite,
todos a cortejam, mas nenhum
realmente a tem.
ela dorme com todos,
mas não é fiel a ninguém.
eu já aprendi isso,
e agora só durmo com ela
sem compromisso também.

tm

valsa lunar

a vida continua, mas voce ainda me diz " sou sua "

corro perigo quando estou contigo,

mas não ligo. já passei dessa fase,

resta-me por o que não falo nas frases.

me calo, e não adianta.

ainda vou me enforcar com esse nó na garganta.

fico só, sem dó, a solidão ja não espanta.

ela sabe quem a aguenta.

quem já passou por isso uma vez,

porque não passar cinquenta?

lá fora na rua, os mesmos barulhos, dos mesmos carros,

essa cidade tava precisando de um molejo de amor machucado.

um tempero de paixão, algo qualquer que faça sentir o coração.

vejo o dia raiar quase todo dia, é o meu atual ritual para dormir,

conferindo se o amanhã vai vir. esse é o meu emprego!vigio a noite,

e sonho de dia, meu habitat noturno parem meus versos soturnos que coloco aqui,

e enquanto eu não durmo, a poesia insisti em surgir.

e que ela surja,
nesse poço de lama
e outras coisas sujas,
que ela venha de sobra,
nesse ninho de cobras.
que o poeta a chama e
a quer para si.
pois ele faz sua obra com
as dores que o mundo
o pungir.

todo amor tem sua vez...

enquanto isso, o meu amor vem cobrado no salário do fim do mês.

amor não se paga parcelado.muito menos esse amor burgues!

domingo, 2 de maio de 2010

expresso da meia noite

nada se cria
tudo se transfoma
tudo vira poesia
quando se está na fossa.
e você se agarra
à primeira coisa
que te seduz.
no fim desse túnel,
tudo parece uma luz.

tm