terça-feira, 8 de novembro de 2011

facemania

Quero uma tecnologia que agrupe, uma que nao isole, ter 500 amigos no Facebook, hoje em dia é mole.Mas e ai, quantas vc pode realmente dizer o que pensa, tirar meleca do nariz sem pedir desculpa, ser feliz sem pedir licença, sem culpa.Eu quero postar sem pensar, ou melhor ainda, pensar sem postar, quero viver além do mouse e do teclado, que as pessoas saiam do Skype, como a Samara de O Chamado! Apareçam, sim, desçam do facetalk, vamos para um clube, quero saber sua musica preferida, mas nao por um link do youtube, quero saber que vc ama fotografia, mas nao pelo instagram, quero parar de reclamar da chuva aqui do quarto, que molha minha janela, quero ir lá fora cantar dançar e me molhar nela. Quero menos hashtag, quero mais que 140 caracteres, quero saber menos de quem navegue e sentir mais à flor da pele.Quantas pessoas hj vc realmente queria seguir sem ser no twitter, quantas vc queria cutucar sem ser na pagina inicial, quantas pessoas, realmente adicionam, no final?

Muitas pessoas se comunicam, mas poucas se conectam.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

onde y+z = nada de novo.

uma vez paralelas, as linhas nuncas mais viram tangentes.
depois de eu ela, meus romances nunca serão a gente.
olha que a gente se parece, dizem que até temos algo a ver.
mas a equação não muda, y sempre será diferente de z.

domingo, 4 de setembro de 2011

adormecer é melhor que acordar

ansiolítico
me responda.
quantos tenho que te tomar
para ir a lona?
quero que teu efeito
me assalte,
e isso feito, babarei na cama,
levado a nocaute.


a felicidade é um comprimido que eu não tenho na prateleira

clonazepam, rivotril, tramal,
tem dias que a gente realmente acorda mal
ritalina, dividol, hidrocodona,
nesses dias nem adianta sair da cama
alcool, maconha ou cocaina,
nesses dias, nada te deixa pra cima.
quando for assim , vai por mim, esqueça.
nenhum remédio funciona como
um tiro na cabeça.

sábado, 16 de julho de 2011

Peque-nic

por ela eu fico ate baixinho
e olha que eu tento,
pra ter esse beijo bom sabor mentos
vou aonde estiver o carinho
não importa minhas costas
a dor não chega quando faz - se o q gosta
e a altura é de menos
se a vontade é conjunta,
os corpos se ajeitam
e as bocas se querem juntas.
E um dia me disseram
somos do tamanho do que queremos,
isso é um fato, que me desculpem os pequenos
pois nesse quesito somos muito altos,
somos do mesmo tamanho
ainda embora vc de salto e eu abaixando

Tm

sábado, 9 de julho de 2011

air bad trip

minha velha se deleita e se deleta

com todo seu planejamento e meta

perde seus dias e suas tardes

com cvc, tam e pacote de férias.

não ve que tanto quanto meu vício

isso também é uma válvula de escape

uma fuga da realidade como ela me diz

a diferença é que eu perco meu tempo

em brasilia e não imaginando paris.

é fato, não condeno nem julgo, muito menos

subestimo a força do planejamento da vida,

mas adianta encher o tanque de combustivel

se o motor nao dá partida?


tm

domingo, 3 de julho de 2011

com a 9 a tocar

os vinte anos mal começara
e eu ainda exploro a mesma seara
que não rende frutos.
me falam, falam mas ainda não escuto.
a obsessão por estar errado
trilhar o caminho à esquerda
e fazer muita merda, claro, ainda é um hábito.
as olheiras, o mal hálito, o cansaço,
me provam todo dia que eu não sou de aço
e embora nunca pretendi sê-lo
mal não faz adotar um pouco de zelo.
a preguiça com a rebeldia inata
traz a mim uma boa dose de problemas,
e se essa combinação ainda não mata
o diagnóstico já aponta um enfisema.
e como medico de mim mesmo,
graduado na vida, com residência na rua,
recomendo 2 maços de cigarro,
alguns litros de uísque e duas mulheres nuas.
isso deve resolver - penso -
e se disso eu morrer, tragam as flores,
enxuguem as lágrimas no lenço,
e dêem de costa, pois aqui jaz um homem
que morreu fazendo o que gosta.
Já quando almejo me tornar um buda,
a possibilidade logo me parece absurda
e já apresento na face um sorriso terno,
sei que a melhor vista do paraíso,
sempre foi a do inferno.

TM

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A duras penas
passo meu inicio de junho,
parece uma cena
dos filmes dos irmãos Coen
nenhum causa que empunho
pareço me dar bem.
Sem trunfos ou prêmios
lisonjas ou elogios,
hoje tenho apenas
um grande vazio.

e mesmo assim me dizem:
''coloque a cabeça no lugar certo
apague suas dúvidas internas e não apela''
e o lugar mais perto que eu consigo pensar
é no meio das pernas dela.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

é um mistério meu desleixo no carro,
não paro, escuto música, acendo um cigarro,
mas me leva um medo instantâneo, sério,
essa história de estar tão aéreo
ainda pode me deixar muito subterrâneo.

prove um engov


uma noite de infâmia
gera um dia de ressaca,
acordo na cama,
achando que é maca.
minha cabeça encolhe e expande,
diz-me para que nao prove do alambique
digo a ela, estou aprendendo
com os grandes, hemingway
bukowski e leminski,
enquanto isso meu corpo cospe
as ultimas gotas de um drink.
tento aprender toda vez algo
que o alcool me ensine,
seja ele qual for,
vodka,uisque ou dry martini,
agora já sei que não é
bom vomitar no meu moleskine.

terça-feira, 31 de maio de 2011

mea culpa

Enveredei pelos caminhos errados
que só a pouco assim se revelaram aos olhos do culpado,
durante a estada no caminho
perseverei convicto embora sozinho
e me contentei em erra por conta própria,
esse tempo todo estive indo à forca e reinvindicando a corda,
fui meu carrasco implacável,
sempre com muito esforço, meu único algoz,
o que passou a corda no próprio pescoço e atou os nós,
embora agora eu ainda não saiba o fim da história,
vejo que escolher o caminho errado
e persistir no erro é quase que um suícidio mesmo.

uma unha encravada incomoda muita gente

os idos dias se misturam
enquanto estou nessa cama com o pé pra cima
fatalidades do descuido do autor que durante
tropeços procurando sua obra prima
se esqueceu que também se machuca e sente dor.
e agora cá estou eu,
tentando curar minhas feridas adquiridas no caminho
sejam os pontos no dedo ou o medo de ficar sozinho:
sem ela, sem amigos, sem ninguém comigo,
não que eu quisesse uma plateia de futebol,
mas qualquer coisa seria melhor
que o gosto da solidão com paracetamol.

não que seja um mico, ou sequer uma gafe,
mas sim um fato, um fardo, que assim fosse.
mas a maioria das pessoas que passam por mim
sempre me deixaram mais amargo, nunca mais doce.
o cinismo se instala junto à saudade e uma dose de dor,
mas o prazo de validade das coisas ruins é bem maior,
pelo menos é o que me parece : coisas boas de verdade apodrecem.

azar por esporte

tem dia que é diferente,
você acorda e sente,
tenho que trilhar um caminho diferente.
e mesmo sabendo as desvantagens
de uma boa conduta, sei que chegou
a hora de parar de ser filho da puta
e me botar em primeiro lugar,
ser dono do meu nariz,
fazer mais por mim,
tentar ser feliz antes do fim
inaugurar o thiagocentrismo
antes que o mesmo caia no abismo.
celibatário, abstêmio, sem vícios
nunca foram parte do meu vocabulário,
mas temo que tenho que mudar de ofício
a qualquer horário.

terça-feira, 15 de março de 2011

Dicas da nova

Preciso encontrar um amor novo,
um que não cheire a mofo ou a naftalina
um que me anime diante do povo,
e também aquele que no quarto me anima.
um amor que goze junto, não importa
se for de lado ou se for por cima,
e que aceite carinho em troca,
caso algo qualquer quebre o clima.

Quero dividir cigarros, dividir orgasmos,
dividir pensamento, dividir corações
não quero ela seja perfeita,
mas que aceite minhas imperfeições.
quero que não me evite,
mas sussure que me ama,
quero sim , que ela grite,
quando estivermos na cama.
um amor que não ligue para vizinhos,
rosto oleoso, roncos e outros barulhos.
um amor que receba carinhos
de jeito amoroso e sinta orgulho.

Se você , meu amigo, já achou o tal, não troque-o,
Seja lá a tentação que te faça mal, baralho, meninas, ópio.
A melhor coisa que sobra no final, no máximo, é o amor próprio.


Thiago Monteiro

segunda-feira, 14 de março de 2011

taking a walk on the wild side

trocando o dia pela noite,
dormindo com o sol,
acordando com a lua,
cavando minha cova rasa,
passando mais tempo na rua
do que na própria casa.
tirei as férias para fazer o errado,
o vil, o ilegal e inconcebível.
tudo que nào podia, eu fiz
sempre que possível.
é muito difícil que alguém vença
nos caminhos que enveredo,
neles. os erros foram entrando
sem pedir licença . não
dá nem pra contar nos dedos.
o meu crime até que compensa
mas o bandido se cansou mais cedo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

E hoje interromperam minha picanha para me tirar do sério.
estrelando o classico confronto do jovem versus velho.
o conservadorismo entre a faca e o garfo,
meu guardanapo contendo o gorfo,,
levantei-me para ver se me safo
dessa velhice regada a morfo.

é involuntário o mal estar
- até o mais sábio diria -
enquanto houver no
cardápio hipocrisia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

terceiridade precoce

o amadurecimento não me cai como uma luva
diante as frivolidades da juventude,
que brinca, sorri, dança , bebe e é
irresponsável por acepção,
ando sério, dirijo sóbrio,
não corro na chuva, faço o que
posso e até o que não pude,
para chegar em casa são.
não tenho em mim a ânsia desses
insanos que não deixam nada para depois
tenho meus apenas 19 anos, mas aparento ter 52.

mas que merda. será isso irreversível?
a vida reserva ainda muitas coisas chatas,
como filas em bancos, documentos em cartórios,
ternos e gravatas e bronzeado de escritório.
casamento sem amor, fim do mês e o aluguel,
conta de luz, décimo terceiro, quem sabe
conhecer a torre eiffel,comprar presente,
tentar ser um marido fiel, comprar carro novo,
ver escolas pros meninos, reclamar com o povo
sobre a redução do salário mínimo. ó ceus.

e só? que que aconteceu com tudo aquilo que sou?
aquela história de sexo drogas e roquenrou?
que caia sobre mim a luz que ilumina
aquele que rasga a camisa e se demite.
por que se a vida adulta é isso,
diga a ela que recuso o convite.

olhei pro meu espelho,
e aceitei meu conselho:
não serei velho,
enquanto, de fato,
não sê-lo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

hoje , especialmente hoje
não sei para que sirvo.
queria ser o que deserta
aquele que foge,
como fazem nos livros.
aquele que em face do soco,
leva a cabo o esquivo,
o que se finge de morto,
para saber que está vivo.
de tanto dá a cara a tapa,
calejei minha bochecha,
e já não sinto mais dor
mas a gente só apanha
o quanto a gente deixa
seja lá aonde for.
hoje, especialmente, hoje
eu me sinto a escória do mundo.
para os perdedores, nenhuma glória,
para os ganhadores tudo.